Alexandre Porto
1970: OS PLANOS PARA A "NITERÓI QUATROCENTONA"



A infraestrutura da Nova-Niterói, já elaborada, visa projetar a Capital fluminense para o Século XXI.

Assim o Correio da Manhã noticiava, em 16 de maio de 1970, as esperanças dos governos estadual e municipal, para as obras que deveriam ser concluídas nas comemorações dos 400 anos da criação da Aldeia de São Lourenço, em 1973. A Nova Niterói, que, em muitos casos, felizmente, não aconteceu.



Guardando correspondência absoluta com os planos de implantação da ponte, que está sendo construída sobre a Baía de Guanabara, a programação das obras em andamento tem data marcada: dentro de três anos, ao comemorar o seu quarto centenário de fundação, Niterói, estará alinhada entre as mais modernas metrópoles do mundo.

Todos os problemas viários, urbanos, de saneamento e habitação, dentro da área a ser atingida diretamente pela ponte, já começaram a ser atacados, destacando-se o alargamento das praias de Jurujuba e do Saco de São Francisco; o túnel de Piratininga - que deverá entrar em tráfego precário entre janeiro e fevereiro de 1971 -; o interceptor oceânico e o aterro da enseada de Jurujuba.

Dentre as obras viárias estão previstas, com prioridade, a construção de um elevado sobre a Alameda São Boaventura e a interligação urbana, via Pendotiba. Estudos estão sendo efetuados, também, visando ligar o trevo da ponte em construção, na entrada daquela Alameda, à região Norte do Estado, através da BR-101.

Além dessas obras, desponta, ainda, a construção do Eixo-Estrutural Norte que terá o seguinte traçado: Rua Dr. March, Av. do Contorno, Trevo da Ponte, Túnel sob o Morro Boa Vista (previsto), Rua Santa Rosa e Estrada Caetano Monteiro (com ampliação).

Faltando apenas os estudos hidrográficos da área, já se encontram prontos os projetos da urbanização do Saco de São Francisco e Charitas que prevêem um grande aterro no qual serão construídos campos de esportes, centros recreativos, culturais e cívicos e jardins, à semelhança dos existentes no aterro do Flamengo, no Rio.

Para suportar o fluxo de veículos, provenientes da ponte sobre a baía, uma obra está sendo considerada como de capital importância é o alargamento da rua Marquês do Paraná e da avenida Jansen de Melo. Segundo os projetos, as duas artérias sofrerão um alargamento de aproximadamente 43 metros. Visando facilitar o tráfego nos entroncamentos, já está programada a construção de diversos viadutos e de um trevo na entrada do túnel Charitas-Piratininga, lado de Jurujuba, o qual terá pistas superpostas.

Outras intervenções

Inúmeras outras obras complementares estão sendo projetadas, além das anteriormente enumeradas: um sistema de drenagem do Saco de São Francisco para escoamento rápido das águas pluviais; construção de hotéis de primeira classe; túneis; aterro da nova praia de Charitas; aterro com largura de 200 metros entre as avenidas Quintino Bocaiúva, Bento Maria da Costa e o mar, numa extensão de três quilômetros e, finalmente, a construção de uma pista elevada de alta velocidade sobre este aterro.





Publicado em 06/07/2026









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Com formação em Engenharia Florestal, eu, Alexandre Porto, já fui produtor orgânico de alimentos e apicultor, mas hoje ganho a vida como escriba (Enciclopaedia Britannica do Brasil, Fundação de Arte de Niterói). Há 20 anos me dedico a pesquisar a História de Niterói, minha cidade natal, do Vasco, meu incompreendido time de futebol, e da Música Popular Brasileira, minha cachaça. Por 15 anos mantive uma pioneira rádio online no Brasil, a "Radinha". Pra quem quiser me encontrar nas redes, seguem os links:
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