Alexandre Porto
O SOLAR DO JAMBEIRO SERÁ RESTAURADO



(Memória, 20 de agosto de 1997)

A prefeitura de Niterói pretende restaurar totalmente o Solar do jambeiro, em São Domingos, desapropriado pelo prefeito Jorge Roberto Silveira na semana passada.

Tombado em 1974 pela Sphan, o Solar vinha se deteriorando, nos últimos anos, devido à ação do tempo e à falta de manutenção. Ontem à tarde, o prefeito fez questão de mostrar pessoalmente o estado do imóvel.

"Eu quero que a população saiba como está o Solar e como ele ficará depois da restauração que será feita com o mesmo rigor empregado na restauração do Teatro Municipal João Caetano. A minha intenção é utilizar o Solar do Jambeiro como um contraponto ao Museu de Arte Contemporânea. Será a modernidade e o valor histórico", disse o prefeito, enquanto percorria todos os cômodos do casarão construído em 1872 pelo português Bento Joaquim Pereira Alves.

Foto de Zalmir Gonçalves
Jorge Roberto seguia à frente do grupo formado pela imprensa e assessores diretos, entre eles o vice-prefeito Wolney Trindade e o secretário Marcos Gomes, que cuidará diretamente do serviço de restauração.

Segundo o prefeito, que chamava a atenção para as rachaduras, infiltrações, portais infestados de cupins e outros problemas, a restauração poderá ser feita pela mesma equipe responsável pela restauração do Municipal. "A construção original será preservada. Cada detalhe, cada ladrilho português será recuperado. Depois disso, o Solar será aberto à população de Niterói", disse.

O prefeito não soube precisar quanto custará a restauração nem o tempo que levará para estar concluída. Segundo o secretário de Cultura, a desapropriação da antiga construção da Rua Presidente Domiciano e sua recuperação fazem parte do projeto "Portugal-Brasil 500 anos", que pretende lembrar e perpetuar a contribuição histórica, arquitetônica e cultural dos lusitanos em Niterói nestes cinco séculos de coexistência.

O prefeito não confirma se instalará seu gabinete no Solar Jambeiro, que, com seus 20 cômodos, seria utilizado para a realização de festas, o que teria antecipado a decisão pela desapropriação.

O Fluminense



Publicado em 07/05/2021









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Com formação em Engenharia Florestal, eu, Alexandre Porto, já fui produtor orgânico de alimentos e apicultor, mas hoje ganho a vida como escriba (Enciclopaedia Britannica do Brasil, Fundação de Arte de Niterói). Há 20 anos me dedico a pesquisar a História de Niterói, minha cidade natal, do Vasco, meu incompreendido time de futebol, e da Música Popular Brasileira, minha cachaça. Por 15 anos mantive uma pioneira rádio online no Brasil, a "Radinha". Pra quem quiser me encontrar nas redes, seguem os links:
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